20 dezembro 2007

bauhaus : novarquitetura

Walter Gropius (1883-1969)

Alguns colegas do curso de arquitetura e urbanismo uma vez afirmaram não concordar com a postura de Gropius em relação à produção da arquitetura, por serem contra um "estilo internacional", contra os principios do modernismo, mas tudo não passa de um mal entendido, falta de informação desses colegas, uma vez que Gropius nunca propôs a criação de um estilo internacional, muito menos a elevação da funcionalidade à característica primordial a ser considerada em um projeto, em detrimento de todas as outras. No livro "Bauhaus: Novarquitetura" Gropius expõe suas idéias sobre o que seria a boa arquitetura, e como a tarefa de produzir arquitetura é diversificada e complexa, carregada de responsabilidades em diversos âmbitos (técnico, social, estético, etc.).

"Minhas idéias foram amiúde interpretadas como se ficassem apenas na racionalização e mecanização. Isto dá um quadro inteiramente falso de meus esforços. Sempre acentuei também o outro aspecto da vida, no qual a satisfação das necessidades psíquicas é tão importante quanto a das materiais, e no qual o propósito de uma nova concepção espacial é algo mais do que economia estrutural e perfeição funcional". Gropius, 2001, p.26.

"Boa arquitetura deve refletir a vida da época. E isto exige conhecimento íntimo das questões biológicas, sociais, técnicas e artísticas". Gropius, 2001, p.27.

É um livro que todos os estudantes de arquitetura deveriam ler ainda no início do curso. Acredito até que quem pretende ingressar em um curso de arquitetura, mas ainda não sabe muito bem o que isso significa, deve ler para ter consciência da importância dessa profissão, e das responsabilidades do profissional arquiteto urbanista.

Referência: GROPIUS, Walter. Bauhaus: novarquitetura. São Paulo: Perspectiva, 2001.

2 comentários:

Silvia disse...

Quem disse que eu não gosto de Gropius. Mas esse texto aí está com cara de arrependimento, ele é de 2001? Quando chegar em casa vou postar um texto do Rem Koolhaas sobre o Gropius.

O problema é que esse psíquica dele (da Bauhaus tb) é baseada em conceitos freudianos. Em uma pscanalística "unigêncica" ou unilateral,(contrário do "heterogênico" do Guattari no Livro Caosmose), como se a arquitetura fosse capaz de sanar os problemas da humanidade em simples traços.

Continuando, Niemeyer, Frank Lloyd (com a Broadacre City) e Le corbusier bem tardiamente (com a ronchamp)fugiram disso irrelevando o discurso de forma e função. Quando chegar em casa eu posto blz.

Abração
Consegui mandar o projeto, mas essa semana foi muito tumultuada e isso deve ter comprometido o projeto.
Bjão

Silvia disse...

Foi Lutero quem escreveu a Silvia está fora disso é q peguei comput dela.
Bjos!