15 Novembro 2009

saudade

Saudade de ter tempo pra fazer nada, mas não fazer nada dormindo, ou entre os afazeres, saudade de fazer nada acordada, sem hora pra parar, com tempo pra pensar e viajar pelo pensamento, olhando as estrelas, a lua, o céu, sentindo o vento, a brisa, o frio na pele.
Saudade de olhar e sentir o ambiente, sentir, todo dia o céu está lá, todo dia a areia da praia, o verde do parque, os cheiros trazidos pelo vento. Saudade.
A cabeça anda concentrada, tão perto e ao mesmo tempo tão longe do que faz bem.
Saudade... :'

06 Dezembro 2008

bahia


Rua Visconde de Mauá - Salvador - BA (Foto: Ligia BM)

Olhando mais à esquerda.. (Foto: Ligia BM)

Caminho de todo dia na rua onde trabalho. Tá vendo o edifício marrom com algumas esculturas em cima? É nele o escritório. Tá vendo o muro coberto de hera com copas de árvores olhando por cima (no fundo à direita na primeira foto)? É a casa da dona Maria. Bem lá longe no mar vê-se o Forte de São Marcelo, e bem no fim o Bonfim.

04 Dezembro 2008

sobre a tragédia em santa catarina


Achei pertinente indicar aqui alguns links com informações importantes e esclarecedoras sobre os acontecimentos trágicos relacionados ao excesso de chuvas nesse final de novembro no estado de Santa Catarina:

"Tragetória da imprevidência"
http://guilhermefloriani.blogspot.com/2008/11/trajetria-da-imprevidncia_8691.html

Depois de ler esses textos, artigos, reportagens, é possível entender melhor a necessidade de se pensar o planejamento de áreas urbanas e rurais dando-se a devida importância às legislações de preservação ambiental, uma vez que elas não existem por acaso ou com finalidades estéticas de manutenção das paisagens naturais para simples contemplação. É importante refletir, afinal o conhecimento sobre as possibilidades de formação e transformação dos ambientes naturais são decisivos quando se pensa em planejamento dos espaços de ocupação humana, auxiliando na tomada de decisões mais pertinentes e condizentes com um desenvolvimento sustentável das populações e do meio ambiente natural.

As atividades humanas evoluíram a um ponto que mudaram para sempre nossa visão da Terra e o papel que desempenham nela os diversos povos que a habitam. O desafio educacional do momento é aprender a ver o ambiente e a sociedade como um sistema único (ODUM, 1987).

Destaque para o "do momento" e a data de publicação, certas coisas parecem não mudar nunca.
Sobre o termo "desenvolvimento sustentável", definido no Relatório Brundtland, documento intitulado "Nosso Futuro Comum" (publicado em 1987), é “o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”.

ODUM, H. T. et al. Sistemas Ambientais e Políticas Públicas. 1987. Disponível em: http://www.unicamp.br/fea/ortega/eco/index.htm. Acesso: 04/12/2008.

02 Dezembro 2008

coragem


Ah coragem!
Quase que eu te perco!
Foi por pouco... ufa!

All I wanna do is have some fun
I got a feeling I'm not the only one
All I wanna do is have some fun
I got a feeling the party has just began...

Frio na barriga novamente...

25 Novembro 2008

o poder da imagem


É só uma coisa que vi e quis mostrar aqui, curiosidade, não é de arquitetura não:

11 Novembro 2008

as experiências da cidade


Ontem estava voltando do trabalho e passei pela escadaria de sempre.
Um senhor subia, ele usava duas muletas, daquelas que apóiam as mãos, ante-braços e pulsos, daquelas menores. Tinha uma barba bem comprida, meio grisalha, devia estar pelos 60 anos, talvez um pouco mais.
Aparentava ser uma pessoa simples. Não simples por não ter posses, já que isso era óbvio, afinal, era um idoso de muletas sozinho em um percurso difícil, já que a escadaria é um atalho entre duas ladeiras, em uma área central da cidade.
Era simples como o silêncio mesmo.
Eu comecei a subir os degraus, ele já estava lá em cima, havia passado da metade do caminho. Aquela escadaria tem o que? Considerando o edifício do lado como referência, ela tem degraus o suficiente para subir 3 andares, desses de pé-direito normal. É comprida, de cimento, meio desgastada, às vezes cheira mal, é alta, é mais alta que comprida, ela encara a gente.
Enfim, eu terminei de subir a escadaria e, aquele senhor ia devagar, cada movimento sentido em cada detalhe. Um passo, pé direito, um movimento de muleta, outro passo, pé esquerdo, outro movimento de muleta. Imagino há quanto tempo ele estava lá, em seu passo lento e sentido.
Silêncio.
Nem uma palavra.
Nem um gemido também.
O rosto sofrido.
Talvez o pensamento estivesse longe, pois imagino ser bastante duro sentir cada um daqueles degraus, em cada movimento lento e calculado.
Espero que o pensamento estivesse longe, mas e daí? Isso aliviaria a mim, não a ele. Solidariedade egoísta?
Eu também senti aquele momento.

16 Junho 2008

profissão arquiteto urbanista


Fiz o projeto de uma casa, e as pessoas que visitaram gostaram.
Elas viram que fazer um projeto pode ser melhor do que simplesmente sair construindo sem projeto ou planejamento.
E eu fiquei pensando, por que a gente às vezes acha que é óbvio isso, mas elas não acham. A cada dia eu vejo mais pessoas perguntando coisas sobre o trabalho do arquiteto urbanista, e percebo o quanto elas não conhecem.
Quem deveria esclarecê-las sobre isso? A gente mesmo, arquitetos urbanistas?
Será que não deveria haver uma campanha publicitária, sei lá, veiculada em meios de comunicação acessíveis à população, porque as que eu costumo ver estão em revistas de arquitetura e urbanismo, ou construção, mas considerando que é a gente que compra e lê essas revistas, e a gente já sabe o que a gente faz, sei lá, é meio paradoxal.
É assim mesmo, sem fim ou conclusões por enquanto.